Eu acho engraçada essa relação masculina com o videogame. Aquele aparelho tem um significado fora do comum na vida de 9 entre 10 homens. Outro dia uma amiga contou que ela e o namorado foram viajar e, antes de sair, o cara colocou o XBox no banco de trás, colocou o cinto (no XBox!) e eles saíram.
A real é que a maioria das mulheres não entende como pode um bando de amigos barbados passarem quatro horas seguidas jogando PlayStation3, fazendo sua própria narração (aos gritos), xingando o juiz (que não existe) e reclamando com os jogadores (que eles mesmos controlam).
E é daí que surgem a maioria das reclamações femininas: "você gosta mais de jogar do que de ficar comigo!" Bom, meninas, é simples: eu imagino que nenhum homem prefira jogar videogame a ficar com você abraçadinho vendo um filme.
Mas eu tenho certeza de que todo homem seria mais feliz se você não quisesse que esse momento fosse na hora do jogo.
Jogar, pra eles, é como assistir televisão: é um hábito. Só porque se trata de videogame, a gente tende a achar que é vício. Mas olha, eu nunca vi ninguém dizer que uma dona de casa que assiste as novelas das sete, das oito e das nove (seguidas) é uma viciada.
Pode ter certeza de que seu namorado/noivo/marido gosta mais de você do que daquela caixinha com dois controles. Mas aceite uma verdade inescapável: eles vão chegar aos quarenta anos e vão continuar fazendo campeonatos de Fifa2023 na sala com os amigos.
E se quer um conselho, colega, aí vai: não ligue pra ele na hora em que ele está jogando. Ele pode perder uma partida.
Ou até “morrer”, na fase mais difícil.