sexta-feira, 1 de abril de 2011

e quem procura?

Hoje eu parei pra pensar nos últimos tempos. As coisas vão acontecendo, é tudo muito intenso, e quase não sobra tempo (nem alma) pra organizar tudo.

E aí, numa tarde dessas, depois de uma análise quase Freudiana, eu cheguei à uma conclusão até ofensiva, de tão simples: eu vivo procurando. Procurando entender o que eu sou, de que sou feita e o que me move, o que tenho sido, o que nunca fui e o que busco ser.
E descobri que, nessa de procurar, eu já tenho algumas cicatrizes, várias tatuagens, um cachorro novo, e um guarda roupas e um coração que não cabem mais nada.

É como se eu me despisse de todo e qualquer julgamento e estivesse, todos os dias, experimentando viver pela primeira vez. Viver só pra provar que eu ainda sei sentir.

As pessoas continuam me indicando seus terapeutas, mas eu tenho medo de fazer terapia e perder a essência. Aí eu visto roupa e saio. Saio por aí, procurando em todo canto o que não tem nome, e que eu nunca perdi.

Eu sei que tô perto de achar: não nos lugares onde eu vou, ou nas pessoas que eu encontro. Não nos intermináveis emaranhados de pensamentos, nos livros, ou nos meus textos,

mas lá no fundo de mim.

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