Você tá aqui do meu lado agora, e eu não sei dizer como eu me sinto.
Eu custei pra ter coragem de te contar que às vezes, quando meu cabelo tá bem molhado, eu lembro daquele dia em Búzios que eu não queria dormir de cabelo molhado e você secou com carinho, paciência e a toalha.
Eu custo a compreender que nós agora estamos separados, porque mesmo separados nós dois temos essa ligação tão forte e sobrenatural , que parece coisa feita pela mão de Deus mesmo, esse Deus do rosto bonito que você me apresentou e que hoje eu conheço tão bem.
Eu demoro a dormir pensando em como é que a gente foi soltar a mão um do outro no meio do caminho, e às vezes dá um medo danado de que a gente se perca de vista no meio desse tanto de gente, nesse mundo grande e esquisito. Mas aí eu lembro que a gente se achou no meio desse mesmo tanto de gente, e que o mundo já era grande e esquisito, e aí o medo passa.
E do medo vem a saudade de quando a gente ainda conseguia entender e aceitar a razão de estarmos juntos. De quando a presença um do outro era maior que qualquer coisa, era tão infinitamente maior que as coisinhas que se uniram pra levar a gente pra onde a gente está hoje.
E eu tô com um nó na garganta que se você fosse mais observador, notaria que toda hora eu tiro os óculos e esfrego o rosto, na tentativa de simular um cansaço que na verdade é só vontade de desabar aqui, e te abraçar e te pedir pra nunca mais ir, porque cada vez que você vai é tempo que a gente perde, é risco que a gente corre de se machucar, é amanhã que a gente fica sem saber o que vai ser.
E você tá aqui curioso pra saber o que é que eu tanto escrevo.
É sobre você, meu amor. Em todos os meus textos. Mesmo antes de a gente se reconhecer.
Sempre foi sobre você. Sempre foi sobre o nosso amor.
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