Eu conheço pessoas que conseguem ser mais razão que coração: não sei se sinto raiva ou inveja. E eu digo isso por que minha razão me desconhece, ao passo que ela deveria pelo menos saber quem eu sou; e meu coração sabe mais de mim do que eu gostaria.
Quero poder levar alguma coisa na vida sem precisar pôr alma demais, que a alma também se cansa desse ir e vir incessante, e sem atropelar tudo com a imprudência de quem nunca teve (e sempre tem) muito a perder.
Eu vivo tendo provas de que o caminho é esse, e por alguma razão - que eu conheço muito bem e também não sei aceitar - sigo pelo lado oposto, pelo avesso.
O certo é que nessa dança insana tem tudo que faz bem e tudo que faz mal. Quase sempre eu sei que não devo, mas bebo desse coquetel, esperando que o gosto indefinido valha a pena no final.
E um dia vai valer.
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